Sespa alerta que nova variante da Covid-19 pode reinfectar quem já teve a doença

A nova cepa variante do vírus SARS-CoV-2 foi identificada no mês de janeiro deste ano por pesquisadores do Japão, que teriam constatado que a mutação ocorreu no estado do Amazonas.  De acordo com o estudo, essa variante tem as mesmas mutações relatadas no Reino Unido e na África do Sul, o que significa que possui maior transmissibilidade do vírus.

A mutação foi identificada pela Fiocruz Amazônia em uma mulher de 29 anos, com sintomas leves, que foi diagnosticada primeiramente em 24 de março de 2020, e em 30 de dezembro de 2020 testou positivo novamente para Covid-19.

De acordo com a análise inicial da amostra feita pela Fiocruz, a primeira infecção dessa paciente ocorreu pela cepa que estava circulando no Amazonas no primeiro semestre de 2020, e a reinfecção pela mutação do vírus que havia sido identificada no segundo semestre de 2020. A nova cepa continua circulando no Amazonas.

Uma segunda análise feita pela Fiocruz, com outro método, mostrou que o vírus possui mutações compatíveis com a linhagem descrita pelos pesquisadores do Japão.

A pesquisa comprovou que pessoas que já foram infectadas por Covid-19 não estão imunes à doença e podem ser reinfectados pela variante do novo coronavírus.

No Pará

Daniele Nunes, que é coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), instituição ligada à Sespa, informou que o Laboratório Central do Estado (Lacen) está encaminhando cepas para o Laboratório de Referência Nacional, que faz a genotipagem do vírus, para identificar os tipos de cepas do novo coronavírus que estão circulando em território paraense.

Além disso, o Cievs está fazendo o monitoramento diário dos pacientes do Amazonas internados no Hospital de Campanha, no Hangar e em outros Hospitais do Estado.

Dados e orientações

De acordo com o último boletim, divulgado na quinta-feira (21), o Pará tem 316.176 casos de Covid-19 confirmados, 7.470 óbitos e 295.421 recuperados. Para que esses números parem de crescer é fundamental que todos façam sua parte, adotando as normas preventivas.

Foto: Agência Pará

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