População indígena e quilombola é vítima de notícias falsas sobre vacina da Covid-19

Uma parte considerada da população indígena e quilombola, que está incluída nos grupos de prioridade para receber a vacina contra o novo coronavírus, foi vítima de notícias falsas, que provocaram a suspeita desses grupos sobre a eficácia e a segurança da imunização.

Em um áudio encaminhado à Sespa, uma liderança quilombola disse que um dos fatores que têm levado a população a se esquivar da vacina é a orientação equivocada feita por lideranças religiosas nas comunidades.

Uma série de ações foram iniciadas, por parte da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), via Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais, para informar a população indígena e quilombola sobre a importância da vacina contra a Covid-19.

Para aumentar a aceitação da vacina e manter o constante diálogo com os povos tradicionais, estão sendo realizadas ações de saúde nos territórios indígenas, que incentivam a imunização e combatem fake news com informações verdadeiras.

A coordenadora estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais, Tatiany Peralta, explicou que os indígenas e quilombolas são grupos prioritários porque têm elevado grau de vulnerabilidade social e econômica. “Pois, historicamente, foram vítimas de doenças e epidemias resultantes do processo de colonização, que dizimou grande parte dessa população”.

Apenas indígenas e quilombolas acima de 18 anos, com exceção de mulheres grávidas ou em amamentação, estão sendo vacinados. As crianças não serão imunizadas até que estudos sobre os efeitos da vacina nessa população sejam divulgados.

Acesse à Cartilha Educativa Combate à Desinformação entre Indígenas e Quilombolas para ajudar no combate às notícias falsas.

Fonte e foto: Agência Pará

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