Baixo Amazonas segue em Bandeira Preta e medidas restritivas são mantidas em Santarém

Devido ao aumento no número de novos casos de covid-19 no Baixo Amazonas e à alta taxa de ocupação de leitos, o governo do Estado decidiu manter a classificação de risco na região, que está em bandeira preta desde o início de fevereiro.

A bandeira preta significa que a região está em lockdown e a população só tem autorização de sair de casa para realizar atividades essenciais e mediante apresentação de documentos comprobatórios. Estabelecimentos comerciais considerados não essenciais também permanecem fechados.

Na sexta-feira (12), o Comitê de Gestão de Crise para enfrentamento da pandemia em Santarém votou pela permanência, até o dia 19, das medidas restritivas, em acordo com o decreto estadual.

O decreto municipal nº 645/2021 foi publicado neste sábado (13). A decisão é baseada na atual situação da pandemia em Santarém, que tem exigido ações emergenciais do município e do governo do estado, como a abertura de mais leitos clínicos de UTI para atender a crescente demanda de pacientes. 

De acordo com a secretária municipal de saúde, Marcela Tolentino, nos 31 dias de janeiro foram registrados 138 casos positivos de covid-19 e só foi necessário sete dias de fevereiro para o registro de 459 casos, ou seja, a primeira semana de fevereiro registrou mais que o triplo de infecções que todo o mês anterior.

Em relação aos números de mortes, Santarém registrou 54 em todo o mês de janeiro e 29 só nos primeiros sete dias de fevereiro, o que causa grande preocupação às autoridades de saúde.

Ainda de acordo com os gráficos apresentados durante a reunião do Comitê, houve uma queda nos números na segunda semana de fevereiro, o que significa que as medidas restritivas estão cumprindo seu papel, mas a situação da pandemia ainda é preocupante.

O coordenador da Vigilância Sanitária, Marcelino Xavier, participou da reunião. Ele explicou que muitas pessoas ainda desrespeitam as regras do decreto e afirmou que as fiscalizações vão continuar e de forma ainda mais incisiva.

Foto: Agência Pará

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