Profissionais da saúde que trabalharam no primeiro Hospital de Campanha de Santarém cobram salários atrasados em outdoors

“Cadê nosso salário?” A frase está estampada em outdoors espalhados em vários pontos de Santarém. A manifestação é uma tentativa de pressionar as autoridades para que os profissionais da saúde que atuaram na primeira estrutura do Hospital de Campanha consigam finalmente receber seus salários. 

Eles trabalharam por cinco meses no Hospital temporário, que foi montado em Santarém durante a primeira onda de casos da covid-19, porém, não receberam por julho, agosto e setembro.

Além dos trabalhadores que atuavam na linha de frente, equipes de apoio e logística também não receberam pelos serviços prestados.

A unidade, que foi inaugurada pelo Governo do Estado no dia 22 de abril de 2020, era administrada pela organização social Instituto Panamericano de Gestão (IPG) e contava com 120 leitos exclusivos para pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Ainda em setembro, quando o hospital temporário foi fechado, representantes dos médicos protocolaram uma ação na Justiça para receber os salários atrasados. Na época, os profissionais alegaram que o Estado afirmava que já tinha feito o repasse dos valores e o IPG dizia que não havia recebido.

De acordo com a Sespa, o Estado realmente efetuou os pagamentos do Hospital de Campanha de Santarém, porém foi um depósito judicial vinculado à Ação Civil Pública (ACP), movida em junho de 2020 pelo MPPA para garantir os interesses dos profissionais, após a informação de que a empresa não estava cumprindo com os pagamentos.

A empresa Golden, que foi contratada pelo IPG para admitir os médicos, também entrou na Justiça solicitando o pagamento dos salários e o pedido foi acatado, mas o recurso já estava depositado na conta da ACP e encontra-se bloqueado. A liberação dos valores está condicionada à decisão da Justiça de Santarém.

Foto: Rafael Batista

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