Pará tem destaque na produção de banana, a segunda fruta mais consumida no mundo

O Pará já ocupou o 1º e o 4º lugar no ranking nacional de produção de banana, mas atualmente ocupa a 8ª posição, com 33.662 hectares de área plantada e uma produção de 381.248 toneladas ao ano.

O Estado ainda está entre os maiores produtores da fruta no País, de acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará).

Para o produtor rural, Raimundo da Silva Santos, técnico em agropecuária, que trabalha com a plantação de bananas no sudeste do Pará, no município de Marabá, o plantio é um negócio rentável e vem crescendo nos últimos, com grande procura de fornecedores de mercados externos: “Só em Redenção são 250 caixas toda semana. Para Araguaína são quatro caminhões por semana e mais um caminhão para Imperatriz, no Maranhão. Daqui um mês ou dois meses no máximo vamos plantar em mais de 70 hectares, com 70 km de banana cadastrada, pois a procura aqui está grande”.

Seu Raimundo comercializa o fruto a R$2,00 o kg. No mercado interno, ele vende para os municípios de Belém, Tucuruí, Marabá e Redenção; no mercado externo, para Imperatriz (MA). “Trabalhamos com as bananas maçã e a comprida, sendo que com a procura crescente do mercado externo pela banana maçã, que hoje possui 40 hectares, já estou em processo de cadastramento de novos hectares na Adepará”, afirmou ele.

Existe uma correspondência entre os maiores produtores de banana e os produtores de cacau, isso explica a razão da região da Transamazônica ser a principal região produtora do Pará. A produção maciça de banana está diretamente ligada a do cacau, em razão da utilização da cultura da bananeira no sombreamento (literalmente) do cultivo do cacau, sendo ele a cultura principal e a banana a secundária, mas plantada num volume tão grande que passa a ter representação na produção estadual.

Mais da metade do cacau produzido no Brasil é, literalmente, originário do fruto paraense. Em 2020, a produção do cacau no Pará foi de 144.663 toneladas, o equivalente a 52% da produção nacional. Em 2019, o Estado produziu 130 mil toneladas contra as 105 mil produzidas na Bahia, que segue na vice-liderança.

Por isso, municípios como Medicilândia e Altamira, importantes na cultura do cacau, são também importantes na produção de banana. Assim, 38,27% da produção paraense de banana é proveniente da Transamazônica.

O maior mercado paraense é a capital Belém, com 90% de consumo, porém a banana que chega a Belém vem de outros Estados. Apenas 6%, do que é produzido de banana, no Pará, abastece a capital. Isso acontece porque os municípios produtores estão distantes de Belém, o que dificulta o transporte até a capital, em média, a distância é maior do que 1.000 km.

Exportação – Apesar de grande produtora do fruto, a maior parte da banana paraense tem como destinos municípios circunvizinhos. Grande parte dos frutos produzidos na Transamazônica são escoados para o Amazonas, grande consumidor de banana. Enquanto o consumo médio nacional é de 20 kg/hab./ano, o Amazonas possui um consumo per capita de 60 kg/hab./ano.

Das vendas interestaduais, o Amazonas consumiu 47%, sendo 1.583,9 toneladas de banana, segundo dados da Secretaria da Fazenda (Sefa), do ano de 2019.

As principais variedades produzidas no Pará são: banana Prata (90% em Belém consome essa variedade), Mysore, Nanica, Comprida, Conquista, Branca (maçã) e a Inajá. Entre os municípios que mais comercializam banana na Ceasa, em 2019, estão: Santo Antônio do Tauá, Santa Isabel do Pará, Castanhal e São Domingos do Araguaia.

“A cultura da banana tem grande importância social e econômica na região Norte, pois é uma fruta bastante consumida, fazendo parte da alimentação diária da maioria da população. É uma fruta com alto teor nutricional, de fácil acesso, sendo cultivada por grandes, pequenos e médios produtores, proveniente da agricultura familiar. Assim, representa um forte complemento de renda para pequenos agricultores.”, avalia a engenheira agrônoma, Clara Angélica Brandão, fiscal estadual agropecuário. Ela também é a responsável técnica do Programa Fitossanitário da Bananeira e Helicônia/Gerência e Pragas Quarentenárias.

Fonte: Manuela Viana/ADEPARÁ e foto: Agência Pará/Divulgação

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