Fisioterapia recreativa auxilia na recuperação de pacientes com Covid no Hospital de Campanha

O Hospital de Campanha de Santarém iniciou na quinta-feira (11) o projeto Pacientes em Movimento. A iniciativa utiliza a fisioterapia recreativa para estimular o sistema respiratório, coordenação motora e reduzir o agravamento do quadro clínico dos pacientes internados em tratamento contra covid-19.

Pessoas diagnosticadas com coronavírus estão sujeitas a diversas complicações. Entre as mais comuns, está a disfunção respiratória, que pode se apresentar de forma leve, moderada ou grave. O objetivo da técnica de tratamento utilizada pelo HCS é humanizar a rotina de tratamento dos pacientes.

O projeto é desenvolvido pela equipe psicossocial do HCS, que faz uso de instrumentos simples como bola, mensagens interativas e música para realizar as atividades.

A psicóloga do Hospital de Campanha, Brena Ferreira, explica que a estratégia é minimizar os impactos do isolamento que o tratamento requer através de atividades coletivas. Brena Ferreira destaca que o sentimento de coletividade traz mais conforto ao paciente e fortalece a saúde física e mental.

“A atividade entra justamente para auxiliar o paciente no processo de enfrentamento do adoecimento. Visamos justamente minimizar o sofrimento dentro da hospitalização. Por isso, buscamos atividades que possam humanizar e permitir interatividade entre os pacientes e fortalecer os laços para que possamos ter sucesso no enfrentamento à Covid”, pontuou.

Após participar da atividade, Orlando Almeida dos Santos, 76 anos,  morador de Santarém, afirma que a atividade modifica a rotina dos pacientes. “Tudo ótimo. Ajuda na recuperação de todos. Essa é uma doença traidora porque ficamos sozinhos e os dias são muito iguais”, comentou. 

A fisioterapeuta do Hospital de Campanha, Danieli Santos, explica que o projeto atende pacientes que não estão mais em estágio grave da doença e estão em área ambiente. A fisioterapeuta afirmou ainda que os pacientes que realizam as atividades colaboram com o corpo clínico durante o tratamento. 

“Estão em um estágio que necessitam desta interação social porque a questão não é só clínica. Existe o psicológico e emocional que também deve ser trabalhado. É muito importante essa atividade porque o paciente quando se sente é mais colaborativo. Ele faz as fisioterapias com mais paciência e dedicação”, ponderou. 

Estrutura 

Com 60 leitos clínicos, a unidade hospitalar temporária está montada na Escola Maria Uchoa Martins, a 800 metros do Hospital Regional do Baixo Amazonas. A unidade conta com sete enfermarias, com cinco leitos cada; uma enfermaria com 16 leitos e uma sala de estabilização, com quatro leitos.

Foto: Agência Pará

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