Leitos de UTI em Santarém não são suficientes para atender a demanda de pacientes em estado grave

Em janeiro de 2021, quando o número de internações em Santarém começava a subir devido à segunda onda de casos, o município possuía 44 leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento de pacientes infectados pela covid-19. Naquela época a taxa de ocupação já sinalizava que a cidade poderia enfrentar um colapso na saúde.

Atualmente, a rede hospitalar local disponibiliza 20 leitos de UTI a mais, totalizando 64 leitos exclusivos para o tratamento de pacientes que desenvolvem a forma grave da doença. Desse total, 60 estariam ocupados e quatro vagos, de acordo com a atualização do boletim municipal da pandemia, que foi atualizado às 21h da quinta-feira (11).

No entanto, a atualização também informa que há 16 pacientes na fila de espera para ocupar um leito de Unidade de Terapia Intensiva, o que significa que pelo menos 12 pessoas podem não ter acesso ao tratamento adequado a tempo.

Sem acesso a um leito de UTI, as chances de sobrevivência dos pacientes em estado grave são reduzidas.

Até a noite da quinta-feira (11), 712 pessoas perderam a vida em Santarém vítimas da pandemia, sem contar outras 10 mortes que ainda não foram oficialmente registradas porque a Semsa aguarda os resultados dos exames.

Sobre o número de leitos clínicos, que são aqueles destinados a pacientes de baixa e média complexidade, existem 194 disponíveis. Desse total, 103 estão ocupados.

No final de janeiro, Santarém possuía apenas 103 leitos clínicos, mas 91 novas unidades foram criadas para atender a crescente demanda. Com a abertura do Hospital de Campanha de Santarém, que disponibilizou 56 novos leitos clínicos e quatro de estabilização, a demanda de internações de casos de baixa e média complexidade foi finalmente normalizada.

Foto: Agência Pará

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