Homem com suspeita de ter contraído doença da urina preta morre em Santarém

Na terça (7), a assessoria do Hospital Municipal de Santarém confirmou a morte de um homem de 55 anos, que estava internado com suspeita da Síndrome de Haff, conhecida como “doença da urina preta”.

O paciente, identificado como Genivaldo Cardoso de Azevedo era mototaxista e, segundo familiares, teria começado a passar mal horas depois de comer peixe no último final de semana. 

O quadro clínico de Genivaldo foi considerado delicado. Ele foi levado para o setor de estabilização, mas não resistiu e morreu. No laudo médico, a causa da morte foi atestada como infecção generalizada.

Em entrevista à TV Ponta Negra, o diretor-técnico do Hospital informou que o paciente procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA-24h) no dia 5 de setembro, quando apresentou os primeiros sintomas de dores musculares nas pernas, como cãimbras.

De acordo com o diretor técnico do HMS, Vinícius Savino, o paciente foi atendido e apresentou melhora no quadro, por isso foi liberado, mas depois as dores musculares aumentaram e ele voltou a procurar a Unidade e foi solicitada a transferência para o Pronto Socorro.

O médico explicou que seu Genivaldo apresentou mialgia intensa (dor muscular) evoluindo para um processo chamado de rabdomiólise, quando há sofrimento muscular e um quadro de insuficiência urinária. A urina diminui e escurece.”, explicou o médico.

Por se tratar de um caso suspeito da Síndrome de Haff, os órgãos de Vigilância em Saúde foram acionados e a Vigilância Epidemiológica de Santarém deve iniciar hoje (8) os protocolos de investigação e mapeamento com monitoramento e notificação dos familiares do paciente.

Outro caso suspeito também está sendo investigado pela Vigilância Epidemiológica de Santarém. O paciente teria dado entrada na UPA depois de comer pescado. Ele recebeu atendimento médico e está sendo monitorado, mas a suspeita da doença não foi confirmada oficialmente.

Sobre a Síndrome de Haff ou doença da urina preta

Ela é causada pela ingestão de pescado contaminado por uma toxina capaz de causar a degradação dos músculos. 

Alguns infectologistas dizem que a toxina é gerada pelo mau acondicionamento do pescado, mas outros afirmam que a toxina vem de algas consumidas pelo animal.

Foto: Redes Sociais/Reprodução

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