Síndrome de Haff: Três casos suspeitos foram notificados em Juruti

A Secretaria de Saúde de Juruti notificou três casos suspeitos da Síndrome de Haff, popularmente conhecida como doença da “urina preta” no município. As três pessoas são um adolescente de 14 anos, um homem de 36 anos e um idoso de 79 anos, moradores da zona rural de Juruti.

Os casos estão sendo investigados pela equipe da Vigilância Epidemiológica e os pacientes estão internados no hospital municipal e apresentam quadro clínico estável.

Amostras de sangue e urina dos três pacientes foram colhidas e enviadas para realização de exame, mas os resultados ainda não ficaram prontos.

O município de Juruti é uma das cidades paraenses que faz fronteira com o estado do Amazonas, onde já foram confirmados vários casos da doença. Devido ao risco de contaminação do pescado, municípios da região emitiram notas técnicas orientando a população para que evitem o consumo de peixes das espécies tambaqui, pirapitinga e pacu oriundos do estado vizinho.

No momento há 13 casos suspeitos da Síndrome de Haff sendo investigados, sendo que dois deles foram notificados em Belém, seis em Santarém, três em Juruti, um no município de Trairão e um em Almeirim. Um outro caso que havia sido notificado em Belém foi descartado pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-PA) após a amostra ter dado positivo para leptospirose.

Os exames sanguíneos e de urina dos casos suspeitos foram encaminhados, por meio do Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), para laboratório de referência e não há ainda previsão de resultado. Nenhum caso foi confirmado até o momento.

Síndrome de Haff

A doença é causada pela ingestão de pescado contaminado por uma toxina capaz de causar a degradação dos músculos. Outros sintomas da doença são decorrentes desse quadro. A síndrome está associada ao consumo de algumas espécies de peixes.

A forma como o animal é contaminado pela toxina que provoca a doença, no entanto, não é consenso entre especialistas. Alguns infectologistas dizem que a toxina é gerada pelo mau acondicionamento do pescado, mas outros sugerem que a toxina pode estar relacionada com algas consumidas pelos animais.

Foto: Reprodução

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